Problemas provenientes do Brexit
Problemas provenientes
do Brexit
Neste
momento a saída de um país tão importante como a Grã-Bretanha é uma tragédia e
uma rutura constitucional – equivalente à saída da Catalunha do Estado
Espanhol ou Flandres do Estado Belga
No
entanto, também é um problema para a Grã-Bretanha uma vez que esta está integrada
num mercado comum em que não há barreiras alfandegárias com livre circulação de
bens, pessoas e capitais – uma vez saindo, o mercado livre desaparece.
·
1º Problema– entre a Irlanda do Norte (que
integra o Reino Unido) e a República da Irlanda – passam a ser uma fronteira:
de um lado um país, de outro lado um país da união europeia. O grande drama
neste momento é que os ingleses não querem que haja essa fronteira (razões
políticas e económicas) – mas saindo da União Europeia, essa fronteira terá de existir.
Voltando
a existir fronteiras – volta a existir
terrorismo – os britânicos só se
aperceberam disso agora. Sair implica abandonar todas as regras comuns dos
últimos 50 anos.
Ao
sair, o Reino Unido vai passar a ter barreiras alfandegárias para entrar na
Europa – onde agora os bens e serviços circulam sem qualquer limitação – agora
passam apenas a entrar através de um pagamento de direitos, assim, Inglaterra,
a nível económico – vai sofrer um problema grave: uma das razões provenientes da indecisão, que mostra que existe
alguma tentativa de solucionar o problema.
Jeremy
Corbyn (político britânico) – Demonstrava-se ser contra a União Europeia. Assim sendo, vem
propor uma união aduaneira: para não serem pagos direitos de importação e
exportação – caso contrário, não existem alternativas.
·
2º Problema- Até agora, a Inglaterra está num
sistema jurídico comum, se a União Euopeia sai – o direito aplicável já não é o direito
comum. A primeira medida do governo britânico, caso o exista o Brexit, é a nacionalização do direito comum – no
Reino Unido, a norma prevalecendo hoje em que já há normas de natureza
legislativa, mas que o Direito depende do costume... Qual é o costume vigente
nos últimos 40 anos? – Da União Europeia,
qual o direito vigente no Reino Unido? – Da
União Europeia – costume e jurisprudência.
O
direito Europeu está premiado pelo direito do Reino Unido – Ex: a administração
pública ter uma dimensão privada e ser realizada por entidades privadas (nasceu
no Reino Unido – sendo posteriormente adotado pelos outros países) – no Reino
Unido não há órgãos estaduais, não há Estado, não existe distinção entre
pessoas coletivas públicas e pessoas coletivas privadas – apenas existem
pessoas coletivas.
A
primeira coisa que os ingleses têm de fazer para evitar uma rutura é
nacionalizar o direito europeu e não submeter mais a ele, ficando tal como se
encontra neste momento – assim, as novas leis e regras europeias, no caso de
eles saírem, não se aplica no Reino Unido, a menos que eles decidam copiá-los.
O
problema em causa é todo o Direito que
está para trás – todo o sistema jurídico britânico que se não for
nacionalizado: desaparece.
·
3º Problema (complementação dos 2 primeiros):
como ser um país autónomo – sem contacto com os restantes países da União Europeia
O
grande problema aqui é o Hard Brexit – pior das soluções: significa que se
fica um estranho completo em relação à União Europeia – depois negoceiam com quem? EUA? –
estes (EUA) adotaram uma natureza unilateral, não querendo negociar com
ninguém, com nenhum Estado (contrariamente às palavras de Donald Trump – "America first")
O
Reino Unido encontra-se assim porque significa desligar-se, não de um mero
tratado, mas sim de uma união que criou um sistema
jurídico autónomo – principal problema: qual vai ser o sistema jurídico
britânico – uma vez que teve como influência o direito europeu – há aqui uma
realidade que está em situação de grave risco
O
Reino Unido, enquanto membro da União Europeia também teve reformas importantes do
contencioso administrativo que começaram a surgir nos anos 90 e terminaram em
2010 de uma forma que alterou ainda a lógica da organização dos tribunais:
Existiam
órgãos ao lado dos tribunais – órgãos administrativos – só foram
verdadeiramente integrados no contencioso administrativo em 2010.
Mafalda
Domingues e Andrade nº 140117109
Bibliografia:
Aulas do Professor Doutor Vasco Pereira
da Silva
“Brexit:
Todos os problemas têm saída” – Diário de Notícias
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